Perguntas Frequentes

O que significa obesidade mórbida?

É a obesidade caracterizada pelo risco de desenvolver doenças e que é conceituada, baseando-se no Índice de Massa Corporal, pelo IMC maior do que 40 kg/m² ou pelo IMC maior do que 35 kg/m² com doenças associadas.

Para quem se indica a cirurgia?

Para quem têm IMC maior do que 40 ou maior do que 35 com doenças associadas e tem falha no tratamento clínico (efeito “sanfona” ou seja, faz dieta e engorda outra vez).

Quais são as cirurgias indicadas para quem tem obesidade mórbida?

A mais utilizada dita “padrão ouro” é a cirurgia de Fobi-Capella (ByPass Gástrico, popularmente chamada de “Redução de Estômago”).

Contudo, existem cirurgias emimentemente restritivas (Gastrectomia Vertical ou “Seeve Gastrectomy” e Banda Gástrica Ajustável) .

E ainda podem ser realizadas cirurgias com características mais Disabsortivas (Cirurgia de Scopinaro e “Switch Duodenal”).

Como é realizada a “Redução de Estômago”?

A parte superior do estômago é separada do restante e grampeada. Isso faz com que o paciente seja forçado a comer menos e devagar. Além disso, é feita uma nova união do “pequeno estômago” com a parte proximal do intestino delgado, após o duodeno. Por isso, é dita uma cirurgia mista, ou seja, com componentes restritivos e disabsortivos.

Como é realizada a cirurgia Sleeve Gástrico?

Conhecida no Brasil como Gastrectomia Vertical, a ‘Sleeve Gastrectomy’ ou Gastrectomia em Manga, é uma cirurgia eminentemente restritiva, que não envolve o intestino. Consta de uma redução do estomago, realizada através de um grampeamento vertical do estomago, com retirada do fundo do estomago, o que implica em diminuição significativa do tamanho deste órgão. Há também um caráter hormonal na cirurgia, na medida em que a retirada desta parte do estômago ocasiona diminuição do apetite, o que também favorece o emagrecimento.

E como se realiza a colocação da Banda Gástrica?

É colocado um anel de silicone em volta da parte superior do estômago, de tal maneira que cria um pequeno compartimento gástrico “estrangulado” por este anel, o que dificulta a passagem dos alimentos, sendo assim um procedimento eminentemente restritivo.

O que são os procedimentos disabsortivos?

São realizados através da retirada de parte do estômago em associação com um desvio intestinal “longo” de tal maneira que ocorra má absorção dos alimentos ingeridos. A cirurgia de Scopinaro e o “Swich Duodenal” são especialmente indicados para pacientes superobesos.

Para quem é indicado o balão intra-gástrico?

Este procedimento endoscópico, realizado em nível ambulatorial, é indicado para os pacientes com obesidade leve ou sobrepeso.

Sempre é necessária a avaliação pré-operatória?

Sem dúvida o segredo do sucesso da cirurgia da obesidade baseia-se no adequado pré-operatório por parte de uma equipe multidisciplinar associado ao comprometimento do paciente no pós-operatório.

Quais os critérios de “aprovação” para realizar a cirurgia?

Além de correta indicação cirúrgica, se baseiam os chamados “5C”:
Convicção, Consciência, Comprometimento, Confiança e Controle. Ou seja: convicção de que quer e necessita realizar a cirurgia. Consciência significa adequada informação pré-operatória. Comprometimento em seguir as orientações da equipe multidisciplinar. Confiança na equipe. Controle pós-operatório, ou seja, realizar as revisões pós cirurgia com a equipe.

Quanto tempo de internação hospitalar será necessário?

Em média 3 (três) a 5 (cinco) dias.

Quanto tempo dura a cirurgia?

Em média uma hora e meia a duas horas.

Qual a abordagem cirúrgica?

Qualquer das técnicas cirúrgicas pode ser feita por videolaparoscopia ou de forma convencional aberta.

Quais as diferenças entre a cirurgia videolaparoscópica e a cirurgia convencional aberta?

Em termos de risco e resultados são semelhantes. Contudo, a abordagem videolaparoscópica proporciona menos dor, menor tempo de internação hospitalar e retorno mais rápido a atividade física e ao trabalho.

Em quanto tempo o paciente pode retornar ao trabalho?

Em média 15 (quinze) dias.

Em quanto tempo pode o paciente operado retornar a atividade física?

Exercícios moderados (caminhadas no plano, por exemplo) em vinte dias e atividade física específica (correr, andar de bicicleta, natação, etc.) em sessenta dias.

Quais os principais riscos da cirurgia?

No que se refere ao ato cirúrgico em si, os maiores riscos estão ligados às suturas que são feitas (pode excepcionalmente ocorrer fístula - abertura entre os pontos) e os riscos de infecção (na medida em que toda a cirurgia em que se mexe no estômago e/ou intestino é chamada de potencialmente contaminada). Estes riscos giram em torno de 2 % dos casos.

A cirurgia é reversível?

Teoricamente sim, Contudo excepcionalmente ocorre esta situação, na medida em que as pessoas que emagrecem dificilmente pensam em voltar a ganhar peso e especialmente pelo fato que a reversão cirúrgica é um procedimento de difícil execução.

Como se perde peso com a cirurgia de “Redução de Estômago”?

A perda de peso se dá pela necessidade de que o paciente submetido a esta cirurgia necessita se reeducar do ponto de vista alimentar, ou seja, comer menos mesmo que com maior frequência.

Após a cirurgia é necessária alguma dieta específica para sempre?

Não. Somente nos primeiros meses após a cirurgia, o paciente deverá cumprir rigorosamente a orientação da nutricionista. Após alguns meses, já readaptado, o próprio paciente já saberá o que e como pode comer, mastigando mais e melhor os alimentos, contudo, qualquer tipo de alimento.

Qual a quantidade de alimento poderá ser ingerida após a cirurgia?

No primeiro mês, a base de líquidos e pastosos. Após um mês, solidificada.

Pode haver desnutrição no pós-operatório?

Somente ocorrerá se o paciente não seguir a orientação da equipe multidisciplinar. O paciente deverá fazer ingesta de alimentos que lhe proporcionem nutrição abrangente e nutritiva.

Quais os medicamentos são indicados no pós-operatório?

Normalmente é realizada a prescrição dos seguintes medicamentos: Complexo Vitamínico (Centrun ou similar) 1 cp. ao dia, Inibidor de acidez gástrica (Omeprazol) 1 cp ao dia, por um ano. Antidepressivo (Fluoxetina) 1 cp. ao dia, por três meses.

Como ocorre a perda de peso após a cirurgia?

Em média ocorre uma perda de peso absoluto em torno de 10% no primeiro mês; 6% no segundo mês e 3 a 4% (ao mês)do terceiro ao décimo segundo mês, o que sugere uma perda de peso absoluto em torno de 35% após um ano de cirurgia.

Qual a cirurgia é considerada “sucesso”?

Quando o paciente perde ao menos 50% do excesso de peso em um ano após a cirurgia. Contudo, a grande maioria dos pacientes perde em torno de 80% do excesso de peso neste período.

O paciente tem que controlar o peso sempre?

Sim. Afinal a cirurgia não é uma “mágica”. A cirurgia intermedia um processo de reeducação alimentar, contudo, o paciente operado deve se comprometer a controlar sua dieta ao longo do tempo, evitando alimentos calóricos. Além disto, é fundamental a atividade física no pós-operatório, pois a atividade física ajuda na perda de peso e na manutenção e ganho de massa muscular.

É possível “falha” na cirurgia?

Sim. Basta que o paciente não colabore e “sabote” a cirurgia, fazendo uso de alimentos hipercalóricos (tais como leite condensado e sorvetes) que passam facilmente pelo novo estômago e são facilmente absorvidos.

Quando ocorre a parada no emagrecimento?

Em torno de 12 a 18 meses pós-cirurgia, tempo no qual o organismo se adaptou a perda de peso e o metabolismo orgânico se compatibiliza com a mudança anatômica efetuada pela cirurgia.

Sempre se faz necessária cirurgia plástica reparadora no pós-operatório?

Nem sempre. Existe uma relação direta entre a quantidade de peso perdido e a atividade física realizada, no período da perda de peso, com a necessidade de cirurgias plásticas reparadoras.

Após a cirurgia em quanto tempo o paciente deve consultar?

Recomendamos consultas com a equipe multidisciplinar ema vez por mês, no primeiro ano pós-cirurgia.

CALCULE SEU IMC

Para calcular seu IMC, Informe seu peso: e altura:
IMC Classificação
< 18.5 Kg/m² Desnutrição
18.6 a 24.9 Kg/m² Normal
25 a 29.9 Kg/m² Sobrepeso
30 a 34.9 Kg/m² Obesidade grau I
35 a 39.9 Kg/m² Obesidade grau II
> 40 Kg/m² Obesidade grau III

Observação:
É importante consultar um especialista, pois o IMC não analisa as proporções de músculos, gordura, ossos e água no corpo.
Fonte ASBS.